terça-feira, 24 de janeiro de 2023

           

 Delicadezas...


 Eu li uma certa frase que dizia :

 _ Delicadezas são para corações lapidados...

Acredito que só quem entende as dores que o ser humano carrega consigo, é que pode sentir empatia à ponto de suavizar seu comportamento em relação ao outro. Muitas vezes magoei quem eu amei ,ou amo, e usei agressividade e palavras traiçoeiras que feriram ao outro e me ferem até hoje...

Sempre é possível pedir perdão, mas sem ter a certeza de que foi perdoado verdadeiramente. 

Mesmo assim, perdão! 

Embora eu não possa voltar o tempo ou as ações, eu posso pedir o perdão 70x7 e confiar que embora ao ser humano é difícil , em Deus há a certeza. 

Por isso que atitudes delicadas demonstram, que a alma que habita em mim aprendeu , e posso agora me pôr no lugar do outro e ser justa e delicada com ele e comigo...



 A elegância do comportamento...


Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.
    É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de Dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada.
    É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
    Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer... porém, é elegante reconhecer o esforço, a amizade e as qualidades dos outros.
    É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
    Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
    Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza. Atitudes gentis falam mais que mil imagens... Abrir a porta para alguém é muito elegante... Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante... Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... é muito elegante... Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante...
    Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.

Texto atribuído a Martha Medeiros, que segundo pesquisas, acredito ser dela mesmo.


(Texto tirado do blog Passarinhos no telhado...blog maravilhoso...)